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Lajes em obras estruturais: o que é, quais tipos existem e como fazer sem erros

Essenciais para a construção civil, as lajes separam pisos ou cobrem edificações. Veja suas principais funções, bem como as características de cada tipo.

As lajes estão entre os elementos estruturais mais importantes de uma obra. Além disso, quando bem executadas, servem para melhorar o conforto acústico e térmico de dentro da construção.

Então, no nono vídeo da série “Erros que você não pode cometer na sua obra”, a engenheira civil Marcia Melo explica tudo sobre o assunto. Ela cita cuidados que devem ser tomados tanto entre um pavimento e outro quanto na cobertura da edificação. Confira!

O que é laje?

Em resumo, a laje é uma estrutura horizontal plana que serve como interface entre pavimentos, cobertura ou forro de uma construção. Na maioria das vezes, as lajes ficam apoiadas em vigas. Essas vigas, por sua vez, são suportadas por pilares. E é esse sistema que distribuem a carga da edificação de forma adequada.

Quais são os principais tipos de lajes?

Existe, no mercado, uma grande variedade de lajes disponível. Confira, em seguida, as características dos 5 principais tipos e escolha o melhor para a sua obra!

  • Maciça: é a variedade mais usada no Brasil por causa de sua fácil execução. Consiste em uma malha de vergalhões de aço colocados dentro de uma fôrma de madeira. Após o madeiramento, é despejado o concreto sobre ela. O resultado é uma estrutura resistente, pouco maleável e bem pesada;
  • Nervurada: assim como a maciça, é moldada no próprio canteiro de obras. Feita por nervuras interligadas por uma mesa de compressão, é mais comum quando há um grande vão a ser coberto. Isso porque permite diminuir o peso da estrutura;
  • Pré-fabricada: são lajes chegam à obra na forma de estruturas prontas. Elas podem ser feitas de isopor, de cerâmica ou de painéis treliçados. São mais práticas e econômicas, porém costumam ser menos resistentes;
  • Protendida: também chamadas de laje com armaduras ativas, são mais finas e suportam vãos maiores do que as lajes maciças. Isso porque as placas passam pelo processo de protensão, que aumenta a resistência do elemento estrutural;
  • Alveolar: enfim, a laje alveolar é formada por grandes peças de concreto com cavidades ocas. Sua instalação é rápida e não exige armação nem acabamento. Assim, é mais usada em obras de infraestrutura;

Como fazer lajes em obras estruturais?

De acordo com Marcia Mello, a escolha do tipo de laje depende do tipo da obra. Em prédios mais altos, por exemplo, o ideal é trabalhar com lajes mais maciças e bidirecionais. Dessa forma, é possível distribuir melhor os carregamentos. Nos prédios mais baixos e nas casas, por outro lado, isso não é necessário. Mas, sempre que possível, a engenheira recomenda alternar a direção de apoio dessas lajes.

“Normalmente, essas lajes serão apoiadas sobre as canaletas, que são as cintas de respaldo. Nos prédios mais baixos, não precisamos fazer uma ligação muito rigorosa das lajes com as canaletas ou com as alvenarias. Elas podem ficar simplesmente apoiadas”, explica Marcia.

No entanto, ela alerta para a importância de tomar mais cuidados com a última laje: “Nos pavimentos intermediários, temos os pavimentos de cima, que estão carregando os pavimentos de baixo. Então, temos a tal da pré-compressão. Já na última laje, eu não tenho esses carregamentos”.

As precauções são ainda mais importantes em locais com muita movimentação térmica. Afinal, quando esquentam muito, as lajes tendem a expandir. Se esfriam em excesso, sua tendência é de se retrair. E, nesse movimento de expansão e retração, puxam a alvenaria junto. Por isso, a última laje não pode estar muito engastada na parede.

Assim sendo, a engenheira diz que a solução é usar um material que faça com que a laje “deslize” sobre a base em que está apoiada. “Para isso, usa-se mantas, borrachas especiais, papel kraft. Essa é uma das soluções. Colocar beiral ajuda bastante também a diminuir esse movimento. Ou dividir as lajes em partes menores na hora que você está dimensionando. E você pode também ventilar essa cobertura”, finaliza.